terça-feira, 4 de agosto de 2009

Parques de Cascais

Até ao final do ano será apresentada a marca "Parques de Cascais", um conceito centrado no estabelecimento e divulgação de uma linguagem comum a todos os parques existentes no Concelho de Cascais que são alvo actualmente de várias intervenções.

O objectivo é efectuar uma ligação em rede entre os diferentes parques existentes, abrangendo os Parques de Natureza, Históricos, Temáticos e Urbanos.Os Parques de Natureza são espaços de grande dimensão, inseridos em zonas não urbanizadas, criados com a intenção de potencializar os valores naturais existentes na zona (exemplo: Eco-Parque do Pisão). Caracterizados como parques emblemáticos já existentes, os Parques Históricos são áreas para as quais está prevista a requalificação (exemplo: Parque Marechal Carmona e Parque de Palmela).Como o nome indica, os Parques Temáticos são espaços ligados a uma temática e função específica para além da ecológica (exemplo: Pedra Amarela Campo Base).Por último, os Parques Urbanos referem-se aos parques com áreas superiores a três hectares, que visam responder às necessidades da população em geral, fomentando a qualidade de vida associada aos espaços de lazer.A conexão entre os vários parques será efectuada a nível identificativo, através da sinalética correspondente em cada local, mas será mais facilmente percepcionada através de um portal que irá ser disponibilizado online. Este possibilitará ao visitante o acesso a informação geral sobre cada tipologia de parques mencionada anteriormente, de forma a obter pleno conhecimento sobre os espaços de interesse para serem usufruídos pela população do Concelho e a nível nacional, fazendo a pesquisa, indicando a área de residência emquestão. Desta forma pretende-se promover o contacto entre o Homem e os Espaços Naturais, estabelecendo uma ligação com os benefícios que esta relação poderá trazer a longo prazo para a qualidade de vida da população, e com a consequente melhoria da paisagem.
Parque Urbano Quinta da Rana – recuperação do património arquitectónico
O projecto do Parque Urbano Quinta da Rana centra-se na necessidade de restabelecer as origens do património arquitectónico do Concelho de Cascais, distinguível nas ruínas da quinta de recreio, existente no local, ainda com a sua componente agrícola facilmente assinalável. Esta área desenvolve-se ao longo de dois hectares, incluindo parte da antiga estrutura da quinta e área de espaço aberto.O plano delineado para o local incluirá a recuperação das estruturas da quinta, recriando, de forma actual, todo o passado histórico e cultural do espaço. A área adjacente estará em sintonia com a escola projectada também para o local, servindo-lhe de apoio, e servirá ainda como um espaço aberto de prado e relvado, destinado ao recreio infantil.
Destaca-se a futura cafetaria, com o apoio de um deck de madeira e sobranceira ao espelho de água. Terá sanitários, cozinha para refeições ligeiras e área polivalente, com espaço para um recreio infantil. O acesso pedonal será um lugar amplo, de recepção, marcado pelas estruturas dos aquedutos e pelo poder unificador da água. No espaço interior, coexistirão espaços livres, com relvados, prados e pomares de citrinos.
Com este projecto, pretende-se desenvolver uma intervenção no terreno, no sentido de recuperar o Património histórico e cultural existente, valorizando-o.
Parque Urbano Outeiro de Polima – aproveitamento de um espaço ilimitado
O projecto do Parque Urbano Outeiro de Polima abrange cinco hectares de terreno agrícola, entre o Outeiro de Polima e a Torre da Aguilha. O potencial deste espaço para a criação de um Parque Urbano destaca-se visualmente através das relações privilegiadas com o Rio Tejo, o Cabo Espichel, Monsanto e Lisboa, dentro de um espaço ilimitado. O plano de intervenção neste sítio centra-se na apropriação das características intrínsecas do local.O ponto mais alto foi classificado como o elemento principal desta paisagem e como tal está prevista a instalação de uma cafetaria, com o apoio de uma esplanada em deck de madeira sobre um espelho de água, proporcionando uma vista para vários pontos de fuga. Aqui, haverá ainda espaço para a construção de uma cozinha, sanitários e um espaço polivalente, para exposições ou para utilização como espaço de consulta de internet.
O acesso à área principal, na zona Sul, terá um parque de estacionamento e, ao longo da via, um acesso pedonal, marcado pela implementação de uma área de desporto activo, com dois/três campos de jogos. Pelo meio, a Noroeste, um recreio activo informal com vários equipamentos, irá delinear o acesso à zona principal. Ainda aqui, vai haver espaço para uma praça que permitirá o desenvolvimento de um pequeno mercado, ou outro evento de cariz local para festividades e concertos ao ar livre.Neste local vão poder ser avistados espaços verdes um pouco por toda a parte, com diversas hortas ao longo dos caminhos e acessos, onde todos os moradores poderão cultivar uma pequena horta para consumo próprio ou venda no mercado local. O sistema de uso destas hortas deverá ser sujeito a um concurso, com contrato de utilização anual. O projecto abrange ainda um sistema de rega em áreas nobres com uma utilização mais intensa como a área de recreio infantil, áreas de recepção e envolvente da cafetaria.Através destas acções pretende-se tirar o máximo partido das características inerentes deste espaço.
Parque das Penhas da Marmeleira – aproveitamento ideal do espaçoNo sentido de recuperar a área degradada em zona limite do Parque Natural de Sintra-Cascais surge o projecto do Parque das Penhas da Marmeleira, com o intuito de valorizar o espaço natural que este ocupa e a relação visual que estabelece com a Serra de Sintra, a Ribeira das Vinhas e as Penhas da Marmeleira.
Entre algumas acções em desenvolvimento no local, procedeu-se à implementação de uma passagem pedestre que percorre todo o espaço, através de plataformas de madeira sobre o terreno de forma a reduzir declives e permitir acesso a determinadas zonas.A abertura desta área para a passagem de peões e bicicletas, permitindo que haja uma ligação entre os percursos pedestres e cicláveis, com início em Cascais e com termo na Serra de Sintra, será outra das funcionalidades a implementar neste parque.

Cascais já tem "Pegada Ecológica"

Cascais é o primeiro Concelho em Portugal a conhecer a sua Pegada Ecológica, a área necessária a cada pessoa para produzir o que consome e absorver os resíduos que produz.


Os dados foram revelados no estudo realizado pela Agenda Cascais 21 em colaboração com o Centro de Estudos e Estratégias para a Sustentabilidade (CESTRAS).

Na investigação foram tidas em conta variáveis como a alimentação, mobilidade, transportes, habitação, bens de consumo e serviços. A área calculada na Pegada Ecológica corresponde a uma área abstracta (o hectare global) que permite relacionar, numa mesma unidade, hectares com produtividade biológica diferente.Assim, a Pegada Ecológica de Cascais é de 5.2 hectares globais, mais 18 por cento do que a média nacional (4.4%) e um pouco acima da média da União Europeia (4.7%). Está abaixo de cidades como Marin (10.9%) e Sonoma (9.02%), nos Estados Unidos da América, Calgary (9.86%), no Canadá, Victoria (8.1%), na Austrália, e Londres (6.63%).“Ao sermos pioneiros na avaliação da nossa Pegada Ecológica estamos, mais uma vez, em condições de nos anteciparmos na adopção de medidas destinadas a proteger o ambiente e promover o desenvolvimento sustentável do Concelho, alcançando o estatuto de referência nesta matéria”, defende Carlos Carreiras, Vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais.O estudo da Pegada Ecológica, em complemento com outros instrumentos, constitui uma valiosa ferramenta de apoio à decisão no que toca às políticas de desenvolvimento sustentável e à gestão da pressão que cada pessoa exerce sobre os recursos naturais.